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CRV, CRLV, CRLV-e, ATPV-e e DUT: o que cada documento do carro é hoje

Desde 2021, o carro tem um documento só: o CRLV-e, que juntou o antigo CRV (registro, a prova de propriedade) e o CRLV (licenciamento do ano). Para vender, o papel do antigo DUT, o verso do CRV, foi substituído pela ATPV-e, a autorização eletrônica de transferência. O CRV digital, que muita gente procura, é na prática o próprio CRLV-e.

Por Pedro Melo · Atualizado em

Para emitir, baixar ou imprimir o documento atual, veja o guia CRLV digital: o que é, como emitir e imprimir.

A tabela que resolve a dúvida

SiglaO que éSituação hojePara que você usa
CRVCertificado de Registro de Veículo: provava a propriedade (CTB, art. 121)Papel não é mais emitido; foi absorvido pelo CRLV-eO de papel ainda válido serve para transferir
CRLVLicenciamento anual, o papel verde do porta-luvas (CTB, arts. 131 e 133)Substituído pelo CRLV-eNada: use o CRLV-e
CRLV-eRegistro + licenciamento num documento digital com QR CodeAtual, desde 4 de janeiro de 2021Rodar, conferir dados, dar entrada em serviços
DUTNome popular da autorização de transferência no verso do CRV de papelVale enquanto o CRV de papel for válido, com firma reconhecidaVender carro que ainda tem CRV de papel
ATPV-eAutorização para Transferência de Propriedade do Veículo eletrônicaAtual, desde 4 de janeiro de 2021Vender e transferir
CRLV antigo em papel verde, de 2016, com os dados do veículo borrados
Antes do CRLV-e: o licenciamento em papel verde (2016). Crédito: Tony Winston/Agência Brasília, Wikimedia Commons, licença CC BY 2.0.

Existe CRV digital?

Não como documento separado. A Resolução Contran 809/2020 juntou o registro e o licenciamento no CRLV-e. Quando alguém pede o CRV digital, o documento que existe é o CRLV-e, e é ele que o dono baixa no app CNH do Brasil. O que mudou na venda é que a parte de transferência, que ficava no verso do CRV, virou a ATPV-e.

CRLV-e atual, que reúne registro e licenciamento num documento só, com dados ocultados
O CRLV-e de hoje, que absorveu o CRV: o número do CRV aparece dentro dele. Documento real com os dados ocultados.

Precisa do documento atual do carro?

Digite a placa e o estado. O CRLV-e sai em PDF, a partir de R$ 34,90, sem depender do acesso do dono.

Como funciona a venda com a ATPV-e

A ATPV-e é o comprovante em que vendedor e comprador declaram estar de acordo com a transferência. Ela pode ser feita de dois jeitos:

  • Pelo app CNH do Brasil: venda digital, sem cartório. Vendedor e comprador precisam de conta gov.br prata ou ouro e passam por reconhecimento facial. Assim que o vendedor assina, ele perde o acesso ao CRLV-e do carro.
  • Impressa: emitida pelo Detran e assinada pelos dois com firma reconhecida em cartório.

Antes de assinar qualquer transferência, confira se o carro tem gravame, débito ou restrição: tudo isso trava ou complica a transferência. O guia de restrições veiculares explica cada uma.

Ainda tenho o CRV de papel. E agora?

O CRV de papel válido ainda pode ser usado para transferir, preenchendo o verso (o DUT) com firma reconhecida dos dois lados. Depois da transferência, o documento novo do comprador já sai como CRLV-e. Para rodar, o que vale é o licenciamento do ano em dia, no CRLV-e.

Vai vender ou comprar? Veja o histórico do carro

Antes da ATPV-e, confira o carro. A prévia é grátis e o laudo de procedência, com leilão, gravame e débitos, sai a partir de R$ 34,90.

Perguntas frequentes

O DUT ainda vale?

Vale enquanto o CRV de papel for válido: o verso dele serve para transferir, com firma reconhecida. Nas vendas novas, o caminho é a ATPV-e.

CRV digital e CRLV-e são a mesma coisa?

Na prática, sim. O registro e o licenciamento estão no mesmo documento digital, o CRLV-e, desde 4 de janeiro de 2021.

O que é a ATPV-e?

É a Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo em meio eletrônico, criada pela Resolução Contran 809/2020. Substitui o antigo DUT nas vendas.

Preciso de cartório para vender o carro?

Pela venda digital no app CNH do Brasil, não: basta a conta gov.br prata ou ouro e o reconhecimento facial. Com a ATPV-e impressa, é preciso reconhecer firma.

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Fontes